17 de abr de 2010

Injeção cultural

A viagem foi um luxo. Primeiríssimo lugar visitado foi o MASP onde seria a exposição de Marc Chagall, mas infelizmente tinha acabado no fim de semana anterior, porém, vi obras que não esperava encontrar como Pablo Picasso, Eugéne Delacroix, Paul Gauguin, Anita Mafaltti, Van Gogh e Renoir.
A exposição trouxe os primeiros retratos, inicialmente o auto-retrato, direcionado para a elite, esses com muitas pompas e detalhes evidentes de uma posição social mais elevada, por meio de objetos como cadeiras e vestimentas que somente pessoas da elite poderiam usar.
Confesso que estar diante de um Pablo Picasso é fascinante. Impressiona os detalhes de cores,  movimentos  e a riqueza de detalhes e expressões captadas pelo olhar do artista, exercem um certo hipnotismo quando olhamos.
Esse tipo de arte foi bastante criticado quando criado pelo fato de um retrato não trazer a visão do artista, mas sim uma cópia do real, deixando a subjetividade de lado. Mesmo assim, como boa leiga, ainda, no assunto, creio que a arte, mesmo em forma de retrato, está lá, basta olhar.
Havia também uma belíssima escultura de Giuseppe Mazzuoli  em "Diana adormecida", uma obra de 1700.
É tanta perfeição que é possível ver a queda dos cabelos de Diana e os detalhes, talhados, com perfeição, das dobras da roupa. Maravilhoso.

Fui também visitar o Planetário, no Parque do Ibirapuera, quem me conhece sabe que gosto de estrelas, então, foi uma viagem ao espaço. As luzes se apagam dando lugar a um céu imensamente estrelado. Sabiam que há mais de 3 bilhões de galáxias, existentes, já confirmadas, mas o universo é infinito, então...pode haver mais.
Há duas galáxias que podem ser vistas a olho nú e vimos todos os dias, mas não paramos pra dar a devida atenção. São aquelas duas imagens no céu (olhe de preferência bem de madrugada) onde parece um vapor entre as estrelas...dê uma boa olhada hoje para o céu.


Depois fui a Pinacoteca, lugar imenso em frente a Estação da Luz, no bairro da Luz, com estruturas trazidas da Inglaterra que copiam o famoso relógio Big Ben, aberta ao público em 1910, todas as grandes personalidades pisaram por lá, já que a ferrovia era o meio de transporte usado no período, e também trazia imigrantes de todas as partes do mundo.

Vi Andy Wahrol  e sua pop-art . Muitas obras voltadas a tecnologia do momento, várias pessoas e símbolos retratados de forma massiva alterando apenas as cores. Maravilhoso.
Essas obras eram uma forma de protesto ao consumo desenfreado do século XX.
Gostaria de ter visto muitas outras coisas, mais o tempo foi curto. Outras oportunidades virão.

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