Tenho estado um pouco sumida do blog e outros lugares da internet por pura falta de tempo. Tenho andado bastante ocupada, mas nem por isso deixo de ler meus livros. O meu livro de cabeceira, ultimamente, têm sido "A arte não arte" de Tadeu Chiarelli sobre o artista plástico Nelson Leirner.
O tempo não tem Ser, posto que o futuro ainda não o é, que o passado não é mais, e o presente não permanece. O texto é o filho pródigo que jamais retorna.
1 de ago. de 2010
A Arte Grita
Tenho estado um pouco sumida do blog e outros lugares da internet por pura falta de tempo. Tenho andado bastante ocupada, mas nem por isso deixo de ler meus livros. O meu livro de cabeceira, ultimamente, têm sido "A arte não arte" de Tadeu Chiarelli sobre o artista plástico Nelson Leirner.
22 de jul. de 2010
Arquivo Folha de São Paulo - Texto de 1959
19 de jun. de 2010
Nas asas do tempo, a tristeza voa. (Jean de La Fontaine)
11 de jun. de 2010
Fabliaux - Literatura como narrativa do cotidiano
Era uma vez uma donzela muito orgulhosa e rebelde. Se ela ouvisse alguém “falar de foder” ou algo semelhante, ficava com um ar muito ofendido. Ela era a única filha de um bom homem, um rico camponês que não tinha nenhum servo em sua casa porque a moça não suportava ouvir esse tipo de conversa típica de servos. Ela “...nunca poderia suportar / que um servo falasse de foder / de caralho, colhões ou coisa semelhante” (Fabliaux, 1997: 63).
Um belo dia, um jovem velhaco de nome David chegou àquela aldeia e ouviu falar da filha que odiava os homens. Decidiu então conferir a curiosa estória, oferecendo seus préstimos: disse que sabia lavrar, semear, debulhar o trigo e peneirar. O camponês agradeceu, mas respondeu que tinha uma filha que sentia tanta náusea das coisas obscenas que os homens conversam que não poderia aceitar sua oferta. David fingiu ser um homem temente a Deus e clamou pelo Espírito Santo. Ao ouvir suas palavras, a filha do rico camponês pediu ao pai que contratasse o rapaz, pois ele compartilhava suas idéias.
Houve então uma grande festa para comemorar a contratação do “servo beato”. Quando chegou a hora de dormir, o bronco camponês perguntou à filha onde David descansaria: “Senhor, se isso vos agrada / ele pode dormir comigo / ele parece ser de confiança / e ter estado em casas nobres” (Fabliaux, 1997: 67).
O ingênuo pai concordou. A donzela era muito graciosa e bela, e o servo, matreiro, logo colocou sua mão direita nos alvos seios da moça, depois em seu ventre e seu sexo, sempre perguntando à donzela o que era aquilo que tocava: “David desceu a mão / direto à fenda, sob o ventre / onde o pau entra no corpo / e sentiu os pêlos que despontavam / ainda macios e suaves (...)”. E perguntou:
Por boa fé, senhora, disse David (...)
o que é isto no meio do prado
esta fossa suave e plena?
Disse ela: é a minha fonte
que ainda não brotou.
E o que é isto aqui ao lado /
disse David, nesta guarita?
É o tocador de trompa que a guarda
responde a jovem, verdadeiramente
se um bicho entrasse no meu prado
para beber na fonte clara
o vigia tocava logo o corno
para lhe fazer vergonha e medo. (Fabliaux, 1997: 68)
3 de jun. de 2010
Desumanização tecnológica
Manda quem pode. Obedece (ou não) quem tem juízo.
9 de mai. de 2010
Mãe é tudo de bom.
25 de abr. de 2010
Um pouco mais de mitologia - O Minotauro
Desde que tive aquela aula maravilhosa com o professor mestre Eduardo Brefore, a mitologia grega tem sido um adorável passatempo. Tenho a impressão de parecer uma criança escutando historinhas como Chapéuzinho Vermelho ou O Mágico de OZ. Acho que é quase isso.
17 de abr. de 2010
Injeção cultural
2 de abr. de 2010
Hélio Oiticica - Antiarte por exelência
Tem como p´re-requisito a incursão do visitante, ou seja, os ambientes coloridos só funcionam com a presença do espectador.
28 de mar. de 2010
Andy Wahrol - Pinacotéca
Marc Chagall -O expoente da gravura - no MASP

Marc Chagall: nascido em 1887, na Rússia, de início aprendeu técnicas de pintura retratista num atelier, Vai à Paris e se encanta com a diversidade de cores dos pintores modernistas parisienses, vivem o período conhecido como Bella Époque, antes da Primeira Grande Guerra, onde se acreditava que a pujança e o consumo capitalista crescente, oriundo da II Revolução Industrial, nunca teria fim. Fica em contato com esses artistas, mas, foi de Guillaume Appolinaire que se tornou grande amigo.
Neste período pinta um de seus quadros mais famosos "Eu e a aldeia" e "O soldado Bebé".
Quando acontece a primeira guerra mundial, Marc tem de regressar a Rússia, pois, é mobilizado para as fronteiras. Casa-se
Após a Revolução Socialista foi nomeado Comissário para as Belas Artes, inaugurando uma escola de artes aberta a qualquer tendência modernista (não podemos esquecer que a ideologia socialista baseava-se no construtivismo, onde o artista é o operário), sendo assim, entra em conflito com Kasimir Malevich ( propunha um novo movimento intitulado Suprematismo - figuras geométricas - que seria a ruptura consciente dos artistas russos com a Europa e a afirmação de uma escola russa independente) e demite-se do cargo.
Volta à Paris e obtém sucesso pintando a capa de uma Bíblia e As Fábulas de
Visitou a Síiria e a Palestina em 1931 ficando bastante impressionado com a cultura de lá.
Desde 1935, com a volta da guerra, Chagall pinta as tensões e repressões sociais e religiosas, que também sentia na pele, por ser judeu convicto. Anos mais tarde parte para os EUA fugindo das perseguições de Hitler.
No final da guerra sua esposa falece, fato que lhe causa grande depressão, mergulhando novamente no mundo das evocações, dos chamamentos, das sombras. Concluiu neste período um quadro que havia iniciado em 1931, chamado "Em torno dela" .
Durante a primeira guerra(1914- 1918), artistas e intelectuais de diversas nacionalidades, contrários ao envolvimento de seus países no conflito, exilaram-se em Zurique , Suíça , e fundaram um movimento literário que deveria expressar suas decepções com o fracasso da ciência, religião e filosofia existentes até então, pois, revelaram-se incapazes de evitar a grande destruição que assolava toda a Europa.
Esse movimento foi chamado "DADÁ" que pretendia demonstrar que a arte perdia o sentido, já que a guerra instaurou o irracionalismo no Continente europeu. É preciso considerar também que os estudos de Freud chamavam atenção para um aspecto novo da realidade humana. Revelavam esses estudos que muitos atos praticados pelos homens são automáticos e independentes de um encadeamento de razões lógicas.
Desta forma os dadaístas propunham que a criação artística se libertasse das amarras do pensamento racionalista e sugeriram que a arte fosse apenas o resultado do automatismo psíquico, selecionando e combinando elementos ao acaso.
Na pintura essa atitude foi traduzida por obras que usaram o recurso da colagem. Só que agora a intenção não é prática e sim sátira e crítica aos valores tradicionais , tão valorizados, mas, responsáveis pelo caos que se encontrava a Europa.
O automatismo psicológico do dadaísmo propiciou o aparecimento do surrealismo, surgem obras que nada devem a razão , à moral ou as próprias preocupações estéticas. Portanto, a obra de arte são manifestações do subconsciente, absurdas, ilógicas, como as imagens dos sonhos e das alucinações, que produzem as criações artísticas mais interessantes. As vezes as obras surrealistas representam alguns aspectos da realidade ou excesso de realismo, entretanto, eles aparecem sempre associados a elementos inexistentes na natureza, criando conjuntos irreais.
A pintura surrealista desenvolveu duas tendências: Figurativa (Salvador Dali - Marc Chagall) e a Abstrata (Joan Miró - Max Ernest)

